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Uma Breve Descrição das Escalas Planejadas I - OCEANO ATLÂNTICO SUL 1 - Brasil Paraty Fundada em aprox. 1660, uma das poucas cidades brasileiras com ruas direitas encruzadas retamente, as ruas são lavadas pela água do mar em maré alta. Ilha Grande, Baía de Guanabara, Abrolhos, Camamú, Maraú, Salvador, Itaparica, São Luís do Maranhão. A - RIO PARÁ Belém, Ilha do Marajó, Breves B - RIO AMAZONAS Macapá II - MAR DO CARIBE 2 - Guyanne Française - Territoires d'Outre Mer (França) Île du Diable Ilha vulcânica, prisão Francesa fundada em 1852 pelo Imperador Napoleão III, e fechada em 1945. Foi usada para prisioneiros políticos, como o anarquista Clément Duval, e os mais cruéis assassinos e criminosos. É famosa pela brutalidade com que eram tratados os prisioneiros. Os horrores ali cometidos foram conhecidos pelo mundo em 1895, quando o Capitão Alfred Dryfus foi indevidamente condenado e seqüestrado para lá de 1894 a 1899. Muitos livros, filmes, canções e peças de teatro têm esta ilha como tema. A obra mais famosa foi feita em 1970 por um ex-condenado, Henri Charrièrre, com o nome de “Papillon”. Deste livro foi produzido um filme estrelado por Dustin Hoffman e Steve McQueen, que narra as inúmeras tentativas de fuga de Henri. 3 - Grenada Ilha montanhosa, coberta de árvores de especiarias e raras flores tropicais, rodeada de praias lindas de areia branca ou preta e pequenas cidades coloridas. Descoberta por Cristóvão Colombo em 1498, o lugar ganhou o nome de Ilha da Concepção. Palco de muitas batalhas entre os Ingleses, Franceses, Caraíbas, Espanhóis e Americanos. A culinária de Grenada tem essas diversas influências assim como a Indiana. A capital St. George é conhecida como a mais bela cidade do Caribe com sua arquitetura alegre e colorida por inúmeros tetos vermelhos e mercados repletos de especiarias. O povo é alegre e tem muita história e tradição. As antigas fazendas inglesas, histórias de piratas, destilarias de rum e festas locais. 4 - Saint Vincent and the Grenadines O mais antigo jardim botânico das Índias Ocidentais Union Island Tobago Keys Uma das mais extraordinárias Ilhas tropicais. Um paraíso onde se vê com clareza o fundo a vinte metros de profundidade. Não existem casas ou civilização. É uma reserva natural, com bancos de corais incríveis e uma vida marinha exuberante. 5 - Santa Lucia Santa Lucia tem sido habitada desde muito antes da época colonial pelos índios Arawak, aproximadamente duzentos anos depois de Cristo. Por volta do ano oitocentos, sua cultura foi dominada pelos Caraíbas. A Ilha era chamada de “Iouanalao” e “Hewanorra”, que significa Ilha dos Iguanas. Descoberta por Juan dela Costa, navegador de Colombo, não foi povoada pelos europeus até que o famoso pirata “François le Clerc”, conhecido como”Jamb-de-Bois” - Perna de Pau -, fez sua base na Pigeon Island, onde ele se escondia. De lá planejava suas estratégias e atacava navios de passagem. A Ilha de Santa Lucia possuía muitas cavernas, conveniente para esconder os saques, também oferecia amplas florestas e rios para consertar as embarcações e se abastecer de suprimentos. Enviado pelo Rei Henri da França para o mundo novo com uma única intenção “atormentar os espanhóis”. O navio “Le Claude” comandado por François Le Clerc; o “L’Esperance” por seu tenente Jaques de Sores; e “L’Aventureux” por Robert Blandel mais três navios do mesmo porte e quatro menores, num total de oitocentos homens. Estes navios sistematicamente saquearam a costa de Puerto Rico e Hispaniola. O “Perna de Pau” comandando oito navios e trezentos e trinta homens em 1554 saqueou o porto de Santiago de Cuba. Em 1600, chegaram os Holandeses estabelecendo uma base fortificada em Vieux Fort. Algumas fracassadas tentativas de colonização Inglesa aconteceram em 1605 e 1639. Na metade do século, chegam os Franceses. Os Ingleses, nada felizes com a ocorrência, começam uma rivalidade Anglo-Francesa por mais de um século e meio. Os primeiros povoados foram franceses, começando com Soufriere em 1746. Em 1780, doze vilarejos e uma grande quantidade de canaviais foram estabelecidos. Em 1814, após a famosa “baltalha de Cul de Sac”, seguinda de uma grande quantidade de batalhas altamente destrutivas, os Ingleses finalmente dominaram a ilha. Durante o século seguinte em Santa Lucia se estabeleceu uma sólida democracia e a sociedade multicultural que é hoje. Sua cultura é uma fascinante mistura do rico passado, com suas muitas e diferentes tradições e culturas dos povos que lá viveram. O povo local é caloroso. 6 - Guadeloupe - Territoires d'Outre Mer (França) Île des Saintes Colombo descobriu estas ilhas em 4 de novembro, quatro dias após a festa de todos os santos e as nomeou, “Los Santos”. Arquipélago a dez milhas ao Sul de Guadaloupe, composto por oito ilhas. Somente duas são habitadas. As ilhas principais, Terre d’en Haut e Terred’en Bas, Ilhas de origem vulcânica, crescem trezentos metros de altitude com relação ao nível do mar com inúmeros picos e muitas praias e populações de pescadores extremamente interessantes. Aproximadamente três mil pessoas habitam as ilhas, a maioria descendentes dos bretões e normandos. Ainda usam um chapéu único de lá, o “salako”, feito de bamboo coberto com pano, influência dos navegadores vindos da China ou Indonésia. Menos de três dúzias de carros trafegam suas ruas. Há apenas um médico e sua casa foi construída em forma de proa de navio. Aqui encontramos os distintos barcos pesqueiros Saintes, construídos como antigamente, com suas proas altas, popa baixa em forma de coração e longa vela principal. Nos piores mares seus navegadores remam para acertar o rumo, um homem segura a proa para o mar e o restante da tripulação cuida dos cabos. Esses pescadores têm a reputação de serem os melhores das Índias Ocidentais. 7 - Antigua and Barbuda Aproximadamente 2400 AC, esta região era povoada pelos Siboney (em Arawak significa “povo da pedra”). Suas ferramentas de conchas e pedras esculpidas tem sido encontradas em dezenas de locais pela ilha. Apos os Siboney, Antigua foi habitada pelos Arawak (de 34 a 1100 DC). Pastorais e agricultores foram conquistados pelos Caraíbas, um povo agressivo que reinou por todo o Caribe. O primeiro conflito europeu foi causado por Colombo durante sua segunda viagem ao Caribe, em 1493. Daí vem o nome de Santa Maria la Antigua, a santa milagrosa de Sevilla. A colonização européia demorou a acontecer devido à agressividade dos Caraíbas. Apenas em 1632 um grupo de Ingleses estabeleceu ali um povoado. No século XVIII, Antigua tornou-se um importante porto estratégico: “O portão do Caribe”. Há ali muitos sítios históricos, grandes ruínas de fortificações e a impecavelmente restaurada “English Harbourtown”, antigamente o principal ancoradouro da esquadra inglesa das índias Ocidentais. Além disso, a incrível “Antigua Classic Yacht Regatta”, uma regata só de barcos antigos restaurados 8 - Bermuda O nome “Bermuda” vem do capitão espanhol Juan de Bermudez, que avistou a ilha inabitada provavelmente em 1503. Este ponto logo se tornou um importante marco de navegação para a travessia do Atlântico. Neste cenário encontramos: casas brancas de pedra, businessmen de terno, gravata, shorts e meias que se estendem até abaixo dos joelhos, praias lindas, partidas de cricket e chá da tarde – estereótipos, porém verdadeiros. Devido à sua localização, colonização britânica, e grande parte da população com descendência africana e portuguesa, a Bermuda tem uma cultura única. O idioma oficial é o inglês, mas o português é falado com freqüência. O Triangulo das Bermudas Também conhecido como “o triangulo do Diabo”, tem um milhão e duzentos mil quilômetros quadrados de oceano. Uma combinação de tempo tempestuoso e grande tráfico marítimo garante que uma grande quantidade de barcos vai se perder nas tempestades. Existe uma teoria que muitos naufrágios teriam origem em liberações de gás metano do fundo oceânico, os quais devido a grande quantidade liberada desestabilizariam a superfície do mar (alterando a tensão superficial). Tal fenômeno estima-se que ocorra muito rápido, daí o grande número de desaparecimentos de embarcações na área sem deixar resquícios Devido às limitações da comunicação no passado, a maior parte dos que naufragaram, desapareceu sem sinal. Com a invenção da comunicação sem-fio, radar, e navegação via satélite, as desaparições sem explicação deixaram de acontecer em grande número. III - TRAVESSIA DO OCEANO ATLÂNTICO NORTE 9 - Região Autônoma dos Açores (Portugal) Arquipelago dos Açores As nove ilhas que formam o arquipélago dos Açores parecem ter uma exuberância fora de proporção com seu tamanho. Nas ilhas vulcânicas, a lava mais antiga tem apenas quatro milhões de anos. Já em Cabo Verde, mais perto da costa africana, este número sobe para cento e vinte milhões de anos. Os Açores possuem vastos campos de lava, cavernas de sulfúrio, geysers ferventes, nascentes quentes e frias. Um paraíso geológico. O vulcão Pico com dois mil trezentos e cinqüenta e um metros de altitude e topo branco de neve, é a montanha mais alta de todo o Portugal. A economia quase não mudou nos últimos quinhentos anos. Quase não existem indústrias e a agricultura é a principal fonte de renda. A indústria pesqueira e o turismo ainda são novidades. A região tem sido visitada desde a antiguidade por navegadores fenícios, escandinavos e árabes. Os portugueses chegaram em 1432. O povo local é uma mistura de portugueses, mouros e flamengos, imigrantes das ilhas britânicas, alguns negros e descendentes de navegadores de todo o mundo. A língua local é o português. IV - MAR CELTA 10 - Reino Unido Oeste da Inglaterra Isle of Scilly Uma região de castelos, naufrágios, contrabando e terras místicas escondidas sob o mar. A história das Scilly é repleta de fatos extraordinários, folclore e fantasia. Os Vikings as chamavam de “Syllorgan”, os Romanos de “Sully” (ilhas do sol). Os primeiros habitantes vieram de Cornwall há aproximadamente quatro mil anos, construindo muitos monumentos vistos ainda hoje. Ruínas revelam o ocupação Romana do século I ao III DC. Várias fortificações da idade média e castelos impressionantes ainda são encontrados. Muitos estaleiros podem ser vistos pelas ilhas. A segunda maior indústria é a floricultura. É um lugar vibrante, colorido e bem preservado Falmouth Este é o terceiro maior ancoradouro natural do mundo. Barcos de trabalho com suas distintas velas vermelhas podem ser vistos com freqüência apanhando ostras e navegando apenas com velas, uma tradição secular. As ruas são estreitas, e algumas levam diretamente à água. Há muitas construções com o tema náutico. O castelo de Pendennis, construído por Henrique VIII, e o museu marítimo nacional são atrações obrigatórias Fowey Salcombe Este é um abrigo natural para a natureza e os humanos. Pássaros voam aqui aos milhares e o estuário contém uma infinidade de plantas e espécies marinhas extremamente raras. O clima quente da região (quase mediterrâneo) faz com que existam plantas que não são encontradas em nenhum outro lugar no Reino Unido. Golfinhos e tubarões basking são visitantes constantes do estuário. Esta charmosa cidade é um dos mais populares portos da Inglaterra para os navegantes. Dartmouth No passado este foi um dos mais movimentados portos de toda a Inglaterra, lançando marinheiros, peregrinos e cavaleiros templários para viagens de descobertas e expedições. Aqui fica a Britannia Royal Naval College, onde são treinados oficiais da marinha britânica. Poole Harbour Poole é o maior ancoradouro natural da Europa e o segundo maior do mundo. Menor apenas que o de Sydney, na Austrália. Este arquipélago é composto por cinco ilhas pequenas. Um barco de dez metros datado de 295 AC foi preservado na lama de Brownsea Island. Poole foi usado pelos Romanos como um porto de invasão para a conquista do sul da Inglaterra. Isle of Wight - Cowes Uma ilha magnífica, acessível somente de barco. Aqui nos sentimos como se estivéssemos a milhões de milhas de distância da Inglaterra. Cowes é a “capital de vela e do iatismo da Inglaterra”. Ryde, uma cidade victoriana e edwardiana, e Bembridge, onde a frota de Nelson se abrigava no século XVIII, são pontos importantes. Ventnor ,uma vila idílica vitoriana, parada no tempo. A cidade de St. Catherine’s Point é famosa pelo farol e inúmeros naufrágios. As águas ali são extremamente revoltas. Portsmouth Originalmente uma vila de pescadores saxões, hoje Portsmouth é uma mistura do antigo e do moderno. Possui uma grande tradição e história marítima, castelos, fortalezas, doze museus, o histórico atracadouro e navios antigos, como o lendário HMS Victory, do Almirante Lord Nelson (construído em 1759-1765), além da moderna Spinnaker Tower de cento e dez metros de altura. Base principal da Royal Navy, a cidade presenciou inúmeras partidas trágicas e retornos triunfantes. Seu ancoradouro histórico esteve no coração da revolução industrial que mudou o mundo. V - CANAL DA MANCHA 11 - França A história da Bretanha data de 5000 anos AC, era paleolítica, povos caçadores percorriam as terras. Entre 3500 e 1500 AC, um novo povo chegou à Normandia, vindo do Mediterrâneo, trazendo suas tradições e religiões. Mais tarde os Celtas chegaram à parte leste do país. No século I AC os Romanos conquistaram a Normandia. No século III DC chegou o cristianismo. Bretagne — Saint Malo É uma cidade antiga intramuros. Devido aos mais de dez metros de maré, as praias ficam completamente secas, com muitos barcos na areia. A “Cidade dos Corsários” tem muitas histórias de piratas que saquearam inúmeros portos, inclusive no distante Caribe, e da captura do Rio de Janeiro por René Duguay-Trouin (entre 1673 e1736). Sain Malo inicia sua história com a pirataria no século IX quando a população, para se proteger dos Vikings, começou a armar seus navios mercantes. Um dos mais famosos piratas franceses René Duguay-Trouin (1673-1736) conhecido de Luís XIV, era natural de Saint Malo onde sua família operava uma empresa de navios. Aos dezesseis anos se alistou na a marinha, comandou seu primeiro barco aos dezoito e aos vinte e um comandava um navio de quarenta canhões. Em 1711 capturou a cidade do Rio de Janeiro e sequestrou o governador para resgate. Os investidores franceses desta empreitada duplicaram seu investimento e Duguay-Trouin foi promovido a almirante. Sua careira maritima durou vinte e três anos, ele capturou acima de trezentos navios, incluindo dezesseis navios de guerra. Normandia —Mont Saint Michel Na maré alta, Mont Saint Michel é uma ilha; na baixa, continente D-Day beaches Setenta e cinco milhas de praias, Utah, Omaha. Em 1944, aconteceu a invasão da Normandia, quando chegaram os americanos, os canadenses e os ingleses Deauville-Trouville São duas vilas de pescadores com um incrível mercado de peixes. No passado servia de local de férias para a aristocracia francesa com muitas vindas do Imperador Napoleão III. Honfleur Porto antigo, no meio de uma cidade de pescadores. A Vieux Bassin, onde iates hoje tomam o lugar dos barcos de contrabando, é provavelmente o ancoradouro mais pintado do mundo. Le Havre A ponte da Normandia, uma das pontes modernas mais lindas do mundo, liga Le Havre (porto) com o continente. Estreito de Dover 12 - Bélgica Brugge Este porto antigo, é uma das mais lindas cidades européias, com muita história, uma forte tradição cultural e rica culinária. A história de Brugge começa há aproximadamente dois mil anos com um assentamento romano-gaulês. Desde o princípio seus habitantes já comercializavam com a Inglaterra e o resto da Gália. Em aproximadamente 270 DC, o povo Germânico atacou a costa Flamenga pela primeira vez. Os Romanos ainda possuíram fortificações militares na área até o século IV. Quando São Egídio visitou a área em aproximadamente 650 DC, Brugge era a mais importante fortificação de toda a costa flamenga. Por volta de cem anos depois, começa o comércio com a Escandinávia. O nome Brugge vem do antigo escandinavo “Bryggja” (desembarcadouro), aparecendo em documentos e moedas do século IX. A cidade nunca foi saqueada pelos escandinavos. As duas mais antigas igrejas de Brugge datam do século IX. No século XI, Brugge se torna um importante centro comercial internacional Em 1134 uma tempestade e enchente mudam a costa flamenga para sempre. Um profundo canal surgiu, o Zwin. Na idade média, Brugge se tornou o mais importante centro comercial do noroeste europeu. Comericantes vinham de todas as partes para vender suas mercadorias e comprar excelente tapeçaria flamenga. No início do século XIV, o Rei da França tentou anexar o pais de Flanders, mas a população expulsou a guarnição francesa em 18 de maio de 1302. Mais tarde o exército flamengo derrotou o francês na “Battle of the Golden Spurs”. O declínio de Brugge começou no século XV, o entupimento com lodo do rio Zwin, a competição com Antwerp, a crise têxtil e a morte repentina de Mari de Burgundy em 1482. A revolta contra seu viúvo Maximilian da Áustria fez com que que Brugge sofresse crises políticas e ataques militares por dez anos. A prosperidade desapareceu assim como a corte e os comerciantes internacionais. Somente no século XX Brugge ganhou nova vida, a cidade foi descoberta pelo turismo e a herança medieval se tornou fonte de renda para a “Veneza do Norte”. VI - MAR DO NORTE 13 - Holanda Den Haag Fundada em 1248 por Willam II – um conde da Holanda que se tornaria Imperador Romano, mas morreu em batalha antes de sua coroação. O castelo que Willam construiu não foi terminado, mas algumas partes ainda existem. O Ridderzaal (sala dos cavaleiros), por exemplo, é usado até hoje para eventos políticos. Mais tarde as cidades poderosas da Holanda, como Leiden, Delft e Dordrecht, decidiram escolher a pequena e não importante Den Haag como centro administrativo. Até hoje este é o centro governamental da Holanda, mas não a capital oficial. Uma cidade com um grande número de diplomatas e imigrantes, culturalmente muito diversa, com muitas lojas, bares, restaurantes e eventos de diversos países, que atrai a media de dez milhões de visitantes por ano. Vlissingen No ano 620 o nome da cidade de Vlissingen já era conhecido. Um pequeno assentamento de pescadores que nos séculos seguintes teve uma história rica devido à sua posição estratégica no estuário do rio Schelde e na passagem para o Mar do Norte. Hoje Vlissingen é uma cidade moderna, com um importante centro histórico. A atmosfera marítima de Vlissingen é muito forte devido a grande atividade nos portos e muitas lojas de navegação no antigo ancoradouro medieval. Cinquenta mil navios de todos os cantos do mundo passam pelo rio Schelde anualmente. Turistas ficam muito impressionados com este fenômeno, pois em nenhum outro lugar do mundo navios passam tão perto da costa. 14 - Alemanha Ilhas Frísias do Norte Um grupo de ilhas no Mar do Norte, localizadas na costa da Alemanha e costa norte da Holanda, extendendo-se da boca do rio Elbe pela península Jutland até a Dinamarca, a maior parte delas são protegidas, uma reserva natural Terra natal dos Frísios, um povo de marinheiros, os primeiros assentamentos datam de aproximadamente 700 AC. Traços da colonização frísia são encontrados na Inglaterra, Escócia, Dinamarca, Alemanha, Bélgica, França e nos Países Baixos. Diques e barragens artificiais têm sido construídos para proteger as ilhas do mar. Mesmo assim, elas estão lentamente desaparecendo devido à constante erosão marinha. A jóia do Mar do Norte, a Ilha de Sylt, é localizada na mesma latitude da ponta sul do Alasca e há oito mil anos foi separada do continente. Quarenta quilômetros das mais lindas praias, com mar bravo no Oeste e calmo no leste, muitas dunas intocadas, penhascos majestosos e flores. As vilas são conhecidas pela arquitetura de traços fortes e jardins românticos. A Ilha de Föhr é uma Meca para os ciclistas e apreciadores de pássaros. A economia se baseia em pesca, ovelhas, gado, e agricultura de batatas no geral. Também conta com o turismo no verão. 15 - Dinamarca Não importa onde se estiver na Dinamarca, nunca se estará a mais de cinqüenta e dois quilômetros distante do mar C - LIMFJØRDEN CANAL Jutland Esta é uma península do norte da Europa que forma a única parte não-insular da Dinamarca e a parte norte da Alemanha. Divide o Mar do Norte do Mar Báltico. Thyborøn Canal Limfjørden Canal É um canal raso que separa a ilha de Vendsyssel-Thy do resto da Jutland Península. Estende-se do Thyborøn Canal, no Mar do Norte, até Hals, no Kattegad, com aproximadamente cento e oitenta quilômetros de extensão. Sua parte mais profunda chega a vinte e quatro metros. O Limfjorden Canal foi conectado ao mar em 3 de fevereiro de 1825, quando uma enchente abriu uma passagem, o Agger Canal. Em 1862 outra enchente abriu o Thyborøn Canal. Ålborg A quarta maior cidade da Dinamarca, fundada há mais de mil anos, foi originalmente um assentamento Viking. Era uma parada de comércio no Limfjord, conhecida como cidade de navegadores. Hoje é um centro cultural na Dinamarca. Esta cidade antiga possui lindos edifícios e casas restauradas. Århus Capital da Jutland, esta é a segunda maior cidade da Dinamarca, com trezentos mil habitantes. Somando a população da redondeza, este número chega a setecentos mil. Århus é um centro de educação que atrai estudantes de todo o país, com um grande numero de atividades culturais e entretenimento. A cidade é uma das maiores atrações turísticas de toda a Dinamarca, e tem a maior catedral do país, segunda maior do norte europeu. Golfo de Isefjord Helsingør Cenário de Hamlet, de William Shakespeare. A história de Helsingør começa por volta do ano 70 AC. Era, inicialmente, um povoado Viking. Antes da idade média foi uma cidade de pescadores com um mercado onde se vendia de tudo, inclusive mulheres. Em aproximadamente 1200 veio a primeira igreja. Helsingør, como é conhecida hoje, foi fundada em 1420 pelo rei dinamarquês Eric Pomerania, que construiu o castelo Krogen. A obra foi ampliada em 1580 e ganhou o nome de Kronborg. Hamlet já foi diversas vezes representada no castelo. Kobenhavn A capital da Dinamarca, com mais de um milhão e oitocentos mil habitantes, é a maior cidade da Escandinávia. Kobenhavn é considerada um centro de cultura e das artes, com muitas atividades, entretenimento e turismo. Fundada em 1160 pelo Bispo Absalon (1128-1201), na época conselheiro do Rei Valdemar I, e arcebispo de Roskilde, a cidade possui o maior sistema de ruas para pedestres do mundo. Kobenhavn se tornou a capital Real da Dinamarca em 1416 e em 1443 se tornou a capital oficial. O Rei Christian IV (1588-1648), proeminente arquiteto de Kobenhavn, construiu inúmeros edifícios e projetos como o castelo de Rosenborg, a torre redonda, o antigo stock exchange e os canais de Kobenhavn, entre outros. Uma das mais vibrantes cidades da Europa, com uma vida noturna muito ativa, a maior parte das atrações estão concentradas em um área pequena com parques, jardins, praças e fontes distribuídas por todos os lados. Atenção especial para o famoso Tivoli Park. 16 - Suécia Malmö O que faz a região de Øresund única é que ela é parte dinamarquesa e parte sueca. A região é centrada em volta das cidades de Kobenhavn e Malmö. A cidade possui edifícios medievais e modernos como o Turning Torso, de cento e noventa metros de altura. Um prédio espetacular e inovador, que revolve em volta de seu eixo, e conta com uma linda praia de dois quilômetros de extensão. Os moradores de Malmö são de toda parte: duzentas e setenta mil pessoas que falam aproximadamente cem línguas diferentes e pertencem a cento e sessenta e quatro nacionalidades diversas rumo Norte pelo Kattegat Göteborg A segunda maior cidade da Suécia, possui a maior universidade da Escandinávia, com algo em torno de sessenta mil estudantes. Situada onde Gota Älv desemboca no Kattegat, o rio divide a cidade em duas partes. A cidade foi fundada em 1621 pelo Rei Gustav II Adolf, da Suécia, mas foi desenvolvida por planejadores e especialistas em canais da Holanda e da Alemanha. É uma cidade que tem em sua cultura muita influência dos viajantes de outras partes. Com antiga tradição marítima, é também muito rica musicalmente. O Göteborg film festival é o maior em toda a Escandinávia. A região tem uma cultura tradicional. As inúmeras ruínas demonstram que já era habitada há oito mil anos. VII - MAR DA NORUEGA 17 – Noruega Entrada em Oslofjorden Oslo A Capital da Noruega, uma das cidades de mais rápido crescimento na Europa, tem população de quinhentos e cinqüenta mil habitantes. De acordo com The Economist, em 2006, Oslo é a cidade mais cara do mundo. Situada no norte do Oslofjord, é cercada ao norte de montanhas e florestas. Existem quarenta ilhas e trezentos e quarenta e três lagos nas proximidades da cidade Devido às águas quentes da Corrente do Golfo, que se origina no Golfo do México, migra através do Atlântico e acaba por banhar a costa da Noruega, Oslo é mais quente do que se imaginaria, considerando-se sua alta latitude. Costa da Noruega pelos Fjords até Kristiansand Esta é a cidade localizada mais ao sul da Noruega, em Sørlandet. Charmosa, com muitos edifícios do século XVII, foi fundada pelo Rei Christian IV, possui algumas das mais lindas praias da Noruega. O sul idílico apresenta ilhas rochosas e pequenas casas brancas com ricos jardins em meio a costas rochosas. Dizem que a proximidade ao mar deu aos locais uma membrana natatória nos pés, personalidade hospitaleira e boa índole. É a cidade com o maior número de dias ensolarados de toda a Noruega. A neve chega no inverno, mas nunca fica por muito tempo. parando pelas cidades pequenas, até Stavanger Pessoas de mais de noventa nacionalidades vivem na área de Stavanger, sete por cento dos seus habitantes. Uma cidade moderna e antiga, com vários lagos e a mais tradicional catedral da Noruega. A exploração de petróleo é a principal fonte de renda de Stavanger. A antiga Stavanger, próxima ao centro, possui uma coleção de casas e edifícios de madeira dos séculos XVIII a XIX, que são incríveis. A natureza é exuberante: montanhas, ilhas pitorescas, cachoeiras e planícies. A Pulpit Rock e o Lysefjorden são imperdíveis. entrando no Lysefjorden O fjord foi esculpido pela ação das glaciais na era do gelo e depois penetrado pelo mar. Tem a extensão de quarenta e dois quilômetros, com montanhas rochosas quase verticais de mil metros de altura. Devido ao território inóspito, o fjord quase não é habitado. Há apenas dois pequenos vilarejos, onde só se chega de barco. As colinas são muito inclinadas para estradas. Boknafjorden Haugesund Fundada em 1854, foi um centro de poder na era Viking. Bergen É a segunda maior cidade da Noruega, um dos maiores portos de toda a Europa. A revista Time escolheu Bergen como uma das quatorze “capitais secretas da Europa”. Fundada pelo Rei Olav Kyrre, no ano 1070 DC, Bergen foi a capital da Noruega até 1299. Hoje figura na lista da UNESCO World Heritage sites. Possui um incrível mercado de peixes. É uma cidade com os pés na terra, a cabeça no céu e o coração no lugar certo. Bergen foi apelidada de “a cidade da chuva”, com dois mil duzentos e cinqüenta milímetros de precipitação por ano, em média. Por alguns anos se encontravam papaplyautomater (máquinas de vender guarda chuva) nas ruas. Sognafjorden O mais longo e profundo dos fjords Noruegueses, com aproximadamente duzentos quilômetros de extensão, mil duzentos e vinte metros de profundidade, inúmeras cataratas e a glacial Jostedalsbreen. Em alguns locais as motanhas despencam mais de mil metros na água, em ambos os lados do fjord. É considerado por muitos uma das maravilhas naturais do nosso planeta. Trondheim Localizada onde o rio Nidelva se encontra com o enorme fjord Trondheimsfjorden. No verão o sol nasce às três horas da manhã e se põem às onze e quarenta da noite. Não há escuridão de 20 de maio a 20 de julho. No inverno, o sol nasce às dez horas e se põe às duas e meia da tarde. Fundada pelo Rei Viking Olav Tryggvason, é de grande importância na história e cultura norueguesa. A primeira capital da Noruega é ainda a cidade onde os novos reis recebem suas bênçãos cerimoniais. Uma cidade pequena, onde curiosamente se encontra a grande quantidade de escolhas da vida na cidade grande. O povo é amigável e sociável. Ilhas Lofoten Localizadas ao norte do Círculo Polar Ártico, a 68º de latitude, ficam mais ao norte que a Islândia e que quase todo o Alasca ou o Canadá. Foram criadas pela Corrente do Golfo. Após a era do gelo, a corrente trouxe o bacalhau e, com o bacalhau, vieram os pescadores. Graças à Corrente do Golfo, é mais quente do que se espera devido à alta latitude, o que torna a vida mais tranqüila e confortável para seus habitantes. A estação de pesca é no inverno, quando os cardumes de bacalhau concentram-se nos fjords beneficiando-se da influência das águas da Corrente do Golfo na região Montanhas altas e pontiagudas refletem a incandescência vermelha do sol da meia noite. Praias brancas, com águas verdes e transparentes, repletas de peixes, enchem os olhos. A área total é de mil duzentos e vinte e cinco quilômetros, com montanhas que atingem mil cento e sessenta e um metros de altura. A vida marinha é abundante, havendo muita produtividade primária e enorme biomassa de estoques pesqueiros formados por espécies de peixe de elevado valor comercial, e o maior recife de corais profundo do mundo, o Røst Reef, com quarenta quilômetros de extensão. Uma grande população de águias e outras aves vivem na região. Um povo generoso e hospitaleiro que ama a sua terra e vive em uma ilha atormentada por um mar bravio e ventos que sopram fortes o ano inteiro. Há apenas uma única loja em cada vila, que vende todo o necessário: do leite aos botes infláveis Aqui se encontra a única casa de chefe Viking que ainda existe na Noruega. Construída no século IX, com oitenta e três metros de comprimento e nove de altura. Próximo dela está ancorado uma reconstrução do navio Viking Gokstad, com o qual o turista pode fazer um cruzeiro. Tromsø A cidade tem sido um ponto de partida para muitas expedições árticas, no século XIX era conhecida com a “Paris do Norte”. O sol da meia noite está acima do horizonte de 18 de maio até 26 de julho, e abaixo do horizonte de 21 de novembro a 21 de janeiro. O retorno do sol é um motivo de festa. Tromsø está no centro da zona da Aurora Borealis, sendo um dos melhores lugares do mundo para se observar este fenômeno. Tromsø entra na zona da Aurora às seis horas da tarde e sai à meia-noite, entre o final de abril e o meio de agosto. A história de Tromsø começa no final da era do gelo, no período Neolítico. Durante a idade do ferro, a costa próxima a Tromsø já era povoada pelos Saami e pelos Normandos. O interior somente pelos Saami. No verão de 2005, crianças brincando encontraram um tesouro de prata que havia sido enterrado ali na era Viking. Terra dos Saami Povo Indígena Saami Saemieh, o povo das renas, ou Saami, possuem idioma, vestimenta, artesanato e música muito distintos dos outros povos da Escandinávia. E, mesmo com um passado comum, apresentam muitas diferenças entre si. Seus dialetos podem ser mais distintos que o dinamarquês do norueguês. Hoje os Saami vivem em áreas que estão divididas entre Noruega, Suécia, Finlandia e Rússia. Sua principal subsistência é o peixe dos rios e do mar e as renas. Nunca criaram um Estado, mas possuíram uma sociedade muito organizada, tendo a "siida" como unidade fundamental. A "siida" era uma área na costa de um rio, lago ou fjord. Até doze famílias dividiam uma siida, onde existiam diferentes moradias para cada estação. Um sistema muito democrático e uma subsistência que não destruía o meio ambiente. Diversos motivos levaram ao declínio da siida. Acredita-se que os Saami sejam descendentes dos Komsa, que viviam na costa Norte há oito ou dez mil anos. Muito antes das culturas viking, sueca ou finlandesa se desenvolverem, a península escandinava era povoada pelos Saemieh ou Saami, o conhecimento escrito mais antigo sobre eles é uma descrição do historiador romano Tacitus, em um livro de 98 DC. O sul da Suécia era povoado pelos Vendel's, que se misturaram com a migração norte dos germânicos e deram origem ao povo Viking. Durante este período, dois terços da Suécia já era povoada pelos Saami. Alguns cientistas dividem os Saami em três grupos: norte, sul e oriental. SAAMI ORIENTAL Ter Saami - vermelho - noroeste da península Kola, na Rússia, grupo muito pequeno, idioma quase em extinção. Kildin Saami - laranja - Kola península, culturalmente muito fortes. Skolt Saami – amarelo - Cultura Saami da floresta, tradições muito fortes, porém um dos menores grupos - região de Petsamo, Rússia. SAAMI DO NORTE Enare Sami - verde claro - Nordeste da Finlândia, grupo pequeno, mas culturalmente forte. São visualmente parecidos com os Davvi, mas o dialeto é mais próximo ao Skolt. Davvi - ou Saami do Norte - verde escuro Saami do Mar - violeta - Norte e Noroeste da costa norueguesa. Alguns são parte dos Daavi, outros do LuleSaami. Lule Saami - azul esverdeado - Cultura das montanhas e floresta na Noruega e Suécia. São famosos os artesãos e cantores deste grupo. Sua língua é muito forte. Pite Saami - azul claro - Cultura semi-nômade, algumas vezes chamados de Saami das Florestas. Grupo muito pequeno, idioma quase em extinção. SAAMI DO SUL Umesaami - azul - Saami das montanhas, culturalmente fortes, muitas escolas Saami. Åarjel, ou Saami do Sul - azul escuro VIII - MAR DE BARENTS 18 – Russia Murmansk Murmansk é uma cidade estranha em vários aspectos. Localizada acima do Círculo Polar Ártico, passa semanas de total escuridão no inverno, e vinte e quatro horas de sol no verão. Localizada a cima da linha isotérmica dos dez graus, uma linha imaginária no Ártico, onde a temperatura media de junho é de dez graus ou menos. Localizada a cima da linha das árvores, a designação dada à linha imaginária para além da qual as condições ecológicas não permitem o crescimento de árvores. Mesmo com o inverno extremo, o mar não congela devido à Corrente do Golfo. No inverno se vê grandes nuvens de fumaça saindo da água e pairando sobre o porto. Lá se encontra a maior perfuração do planeta: o Kola Superdeep Borehole, com mais de doze quilômetros de profundidade, atingindo temperaturas de 180º C. IX - MAR DE KARA Dickson Um dos mais isolados assentamentos humanos do planeta, população de mil e cem habitantes, é porto de escala da Rota do Mar do Norte entre Murmansk e Mar de Bering. Fica a somente duas horas de vôo do pólo Norte. Local da primeira estação de rádio Russa no Ártico, o porto foi construído em 1935. Em 1875, Adolf Erik Nordensköld, o primeiro navegador a completar a Rota do Mar do Norte, nomeou a península em honra ao filantropo escocês-sueco Oskar Dickson. X - MAR DE LAPTEV Khatanga Tiksi Em Yakut, Tiksi significa “ancoradouro”. Desde 1950, Tiksi tem sido uma base de bombardeiros russos para atingir os EUA. Os aviões aterrissam no gelo. Hoje é uma cidade quase abandonada. O interessante de Tiksi são as pessoas que lá restaram e a área ao seu redor. São tão hospitaleiros quanto os nove meses de inverno são severos. Dudinka Capital da região autônoma de Taymyr, fundada em 1616 como posto de inverno, se transformou em cidade em 1951. É um porto na entrada do rio Yanisey. XI - MAR DA SIBERIA ORIENTAL OS POVOS DA SIBÉRIA Mais da metade da grande extensão do território russo tem sido há muito tempo habitada pelos povos indígenas do Norte, da Sibéria e do distante Leste. Uma população de aproximadamente duzentos mil habitantes, sem contar os Yakuts, dividida em mais de trinta grupos étnicos, com línguas e culturas muito distintas, que vivem em várias repúblicas (Krai, Oblasts), regiões autônomas (Okrugs) e distritos (Raions) na federação russa. As populações indígenas da Sibéria mantiveram os conceitos tradicionais do mundo que as cerca por um longo período, devido a particularidades na sua vida social, econômica e evolução cultural. Devido à natureza de sua economia, que depende das condições naturais, estes pequenos grupos dispersos em um território imenso e localização geográfica remota mantiveram muitos elementos tradicionais até hoje, inclusive ferramentas de caça feitas de pedra e ossos, processamento de alimentos e materiais e muitos artigos de uso diário. No começo do século XX, a Sibéria era uma das regiões de mais difícil acesso no mundo. A alfabetização era de menos de um por cento da população. Nenhum dos grupos étnicos conhecia a língua escrita. Quase não existia assistência médica profissional. Havia um hospital para cada setenta mil habitantes, um médico para cada treze mil. Por muitos séculos a elaborada arte dos grupos étnicos do Norte e do Distante Leste tem sido associada a idéias mitológicas, que forma a parte mais importante de sua herança cultural. A arte tradicional é demonstrada em costuras e bordados nas vestimentas. A arte destes povos demonstra cenas do cotidiano e animais em desenhos geométricos. Os Shamans tiveram um papel importante na vida dos membros das tribos, foram seus protetores e mediadores entre humanos e espíritos. O treinamento e desenvolvimento de futuros shamans requer muitos anos. A religião e outras crenças culturais dão muita importância ao respeito pela terra e seus recursos. O bastão é um dos maiores artefatos shamanicos para os Evenks, Sel'kups, Nenets e Kets. A palavra em Evenk para bastão é ghis, que significa falante, ou “o objeto para predizer o futuro”. Os Sel'kups utilizam o bastão para curar o enfermo, o shaman extrai a fonte da doença (o mau espírito). A cultura e a tecnologia de muitos dos povos da Sibéria são de uma vida pastoral nômade. Instituições tradicionais, baseadas em clãs, permitem a eles dividir animais e alimentos, unir e dividir rebanhos e utilizar todos os recursos próximos.
Pevek Região autônoma de Okrug na Chokotka, porto da Rota do Mar do Norte. Tem população aproximada de cinco mil habitantes. Raramente visitada por estrangeiros, é a cidade localizada mais ao norte da Rússia. XII - MAR DE CHUKCHI XIII - ESTREITO DE BERING 19 - Estados Unidos da América St Lawrence Island – Alaska Oeste do Alaska, no Mar de Bering, pouco ao sul do estreito de Bering. Faz parte dos EUA, mas está mais próxima da Rússia. Um dos últimos pedaços não submersos da terra que unia a Ásia com a América. Possui uma abundância de aves e mamíferos marinhos, devido à corrente Anadyr, que traz águas frias ricas em nutrientes das profundezas do Mar de Bering. Foi ocupada há aproximadamente dois mil e quinhentos anos pelos Okivik. Hoje contém duas cidades, Savoonga e Gambell, habitadas pelos Yupik Siberianos, um povo de caçadores e pescadores. Alguns poucos, principalmente mulheres, ainda preservam a antiga tradição da tatuagem feitas há mais de dois mil anos com lascas de ossos. XIV - MAR DE BERING Russia - Kamchtka Kamtchtka nasceu do fogo, como o planeta terra. Mas, para a maior parte do planeta, a violência da criação se encerrou há muito tempo. Kamtchatka nunca viu este fim, sua história é de um violento renascimento contínuo. Os nativos são familiarizados com esta história, sempre temeram os vulcões, acreditavam que seus picos eram habitados por espíritos chamados “Gomuls”. Durante a noite os Gomuls tomavam os céus e caçavam baleias, voltavam com leviatãs empalados em seus dedos. Depois assavam as baleias. Este é o motivo dos vulcões se acenderem à noite. Os nativos acreditavam que grandes quantidades de ossos de baleias existiam nos topos dos vulcões, mas tinham medo de descobrir por eles mesmos se era verdade. São sessenta e oito vulcões ativos na região, inúmeros geysers ferventes, parte do “anel de fogo” do pacífico. Um lugar que vive no meio da construção dos vulcões e da destruição dos tsunamis. Petropavlovsk-Kamchatskiy Fundada por Vitus Bering, em 1740. Antes de morrer com escorbuto, este homem colocou a pedra de fundação para o porto de Petropavlovsk, uma grande fonte de salmão e caranguejo. A cidade é rodeada de vulcões e montanhas e o clima é subártico. É a segunda maior cidade do mundo onde não se pode chegar por terra. XV - MAR DE OKHOTSK Ilhas Kuril'skiye Cinquenta e seis ilhas que se estendem em uma região de mil e trezentos quilômetros entre Kamtchtka e o Japão, separando o Mar de Okhotsk do Oceâno Pacífico. Formam um arco de ilhas vulcânicas, com mais de cem vulcões, aproximadamente trinta e cinco ativos. As ilhas são topos de estrato-vulcões que nascem no fundo do mar. Os terremotos são freqüentes. Habitadas originalmente pelos Ainu, estas ilhas foram exploradas pelos russos e japoneses nos séculos XVIII e XIX. Hoje são habitadas por aproximadamente trinta mil pessoas de diversas etnias: russos, ucranianos, belarussos, tártaros, coreanos, nivkhs, oroch e ainu. As ilhas são conhecidas pela neblina, e ricas em algas e vida marinha. A mais ao norte, Atlasov, é um cone vulcânico quase perfeito que nasce diretamente do mar, uma beleza natural. Uma incrível variedade de animais marinhos habita estas ilhas. Em apenas uma das ilhas habitam mais de cinqüenta mil focas, leões marinhos, aves, doze tipos de golfinhos, treze espécies de baleias, esponjas, moluscos, crustáceos, tubarão martelo, salmão, peixe-sol, peixe-sapo e peixe raposa japonesa, entre outros. XVI - MAR DO JAPÃO 20 – Japão Ao completarmos a rota, após navegar quinze mares, chegaremos a um dos lugares mais tecnológicos e civilizados do planeta: o Japão, 180º do ponto de partida. |